sexta-feira, 13 de julho de 2012

Diário de um Amor


Não me lembro bem o dia certo, mas já passava das 12:00h, e os alunos estavam saindo do colégio - incluindo eu. A principio foi um dia banal, mas ao olhar aqueles olhos castanhos - que só vim perceber que eram castanhos a pouco tempo - tinha a certeza de que eles seriam meus. A ansiedade de conhecer aquele garoto, possuía a minha mente. E em meados de maio, pude sentir pela primeira vez o calor e a pressão dos seus braços me envolvendo. Um dia inesquecível - pelo menos para mim. As coisas pareciam estar indo melhor do que eu imaginava. Mas... um amigo em comum entre a gente, naquela época, me disse que ele iria morar em outra cidade, e seria em breve. Não podia ser verdade. Eu tinha que fazer alguma coisa. Mas O QUE ? - um ar de impotência me cercava, e eu já estava completamente apaixonada. Conversar com ele - o menor tempo que fosse - era muito bom, porém, nunca o suficiente. Ele iria embora, quando nos vimos outra vez. Tudo aconteceu muito rápido - era uma tarde de Junho - muita coisa se passava na minha mente, mas eu só via uma coisa na minha frente, e nada mais importava agora. Eu não sabia, mas a partir daquele momento, ele se tornou a minha unica excessão. Naquele dia, o relógio parecia estar com pressa, a hora passou que nem se percebeu. E logo tivemos que nos despedir. Eu ainda tinha esperanças de revê-lo antes de sua partida, mas nada disso aconteceu. Eu não suportei - estava apaixonada - estava com raiva, e chorei, chorei muito. Era noite - cedo, mas o céu estava nublado - e de alguma forma, não sei como, de repente e pela primeira vez, eu vi uma estrela cadente. Eu não acredito muito nessas coisas, mas fiz um pedido: pedi para que ele ficasse. Pedido tolo, de nada adiantou - lágrimas e birras - todas em vão. Ele se foi e nada pude fazer para conter meu amor. Cheguei a me envolver com outras pessoas, mas ao pensar na possibilidade de vê-lo outra vez... ah, eu esquecia do mundo! Cinco meses se passaram, e aquele - que eu considerava o meu garoto - voltou para comemorar seu aniversário por aqui. No meu perfil - na internet - tinha um recado dele, pedindo para me ver. Não exitei em nenhum momento, era minha unica chance de vê-lo - não sabia quando iria acontecer novamente. Olhar naqueles olhos, sentir seu abraço, ouvir a sua voz tentando me convencer, e poder beijá-lo era tudo o que eu queria. Mais uma vez ao passar por aquele portão, só aquele momento importava, só e nada mais. E a história se repete mais uma vez, tivemos que dizer adeus. Me senti disposta a respeitar o meu amor. Durante dez meses, me assegurei de qualquer relacionamento. Dez meses imaginando vê-lo novamente. Dez meses sonhando como seria se ficássemos juntos. Dez meses me contentando com o pouco contato, que me fazia um bem muito grande. Um dia me disseram, que é só falar dele que os meus olhos brilham - e eu acredito, porque do jeito que o meu coração descompassa... Por uns dias ele havia voltado - poucos dias, não deu pra gente se encontrar. Uma vez ele comentou que se da outra vez não me visse, não saberia o que fazer - ah, como não acreditar numa coisa dessas, e por mais que seja mentira. I love the way you lie. O mais importante, TERIA UMA OUTRA VEZ! - e ele queria me ver - e eu mais que tudo. Marcamos varias vezes, mas não dava certo. Minhas mãos suavam, sentia calafrios pelo meu corpo, meu coração acelerava e perdia o ritmo. Eu decidi que se eu não fizesse alguma coisa, não poderia vê-lo - o meu amorzinho. Corri riscos por ele, e o mais rápido possível, cheguei aonde ele estava. Aqueles olhos castanhos, o ouro daquele cabelo, o vermelho natural daquela boca - não acreditei que estava ali. É como um fenômeno na minha vida, que acontece uma vez no ano - que me deixa tão feliz e nostalgia-da que parece que nada pode acabar com esse sentimento: nem a distancia, nem outra garota. Mas o meu amor - se é que isso é amor - -e tão grande, tão grande, que suporta tudo por ele. Mesmo que só parta de mim, mesmo que só exista em mim. De alguma forma eu estou na vida daquele garoto, e de todas as formas ele está na minha. O "the end" sempre acontece, mas o "era uma vez" sempre volta.

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